Decidi pelo equilibrio!

Quem me conhece a mais tempo estranha.  Desde novinha eu dava sinais de que a vida doméstica não era o que eu buscava para meu futuro. Comecei a trabalhar cedo, estudei bastante e eis que hoje tenho uma carreira que pode ser considerada como de sucesso por muitos (apesar de eu questionar se é isso mesmo).

Modéstia a parte, eu fui lá e fiz o que eu achei que tinha que fazer.

Mas, posso falar a verdade? Ultimamente, eu fico constantemente me perguntando se é isso mesmo. O meu lado “mulherzinha” começou a dar sinais de rebelião nos últimos tempos e não ter tempo para cuidar de afazeres domésticos banais (como planejar a jantinha do dia) me deixam deveras frustrada.

Deve ser coisa da idade, porque, honestamente, eu nunca liguei para isso antes. E me orgulhava da situação. Mas, de repente, você começa a reavaliar suas escolhas e se descobre feliz, em férias, cuidando da casa e tendo uma rotina longe do glamour corporativo.

Hoje as mulheres ditas 'emancipadas' torcem o nariz para as 'fadas do lar'.

Quando fui comentar isso com algumas pessoas, fui massacrada. Quase me mandaram para o manicômio… Onde já se viu? E ai, cheguei a seguinte conclusão – quando nossas bisas e avós saíram as ruas queimando sutiãs, elas lutavam contra a idéia de ter um destino já traçado, que não podia ser questionado. Mulheres modernas, será que hoje não somos vítimas dessa mesma situação? Você não tem escolha, tem que ter jornada dupla. Não há mulher feliz se ela não for uma profissional de sucesso.

Não quero ser escrava de tal situação. É claro que a situação ainda não é tão perfeita e as contas ainda precisam ser pagas, mas, entre minha familia e o sucesso profissional, eu já sei bem qual a prioridade no final das contas!

Nos últimos anos vinha trabalhando 12, 13 horas por dia. Respirava trabalho, não tinha tempo nem energia para qualquer outra coisa porque o trabalho me consumia. Decidi mudar! E já tenho consciência de que essa é uma mudança minha, pois as organizações não mudarão, as pessoas não mudarão sua visão crítica, chefes continuarão na cômoda posição de adorar funcionárias dedicadas que não têm hora para sair do escritório, que saem para jantar com clientes e visitantes sempre, dispostas sempre a entrar no primeiro avião para uma viagem que tem quando começar, mas não quando acabar.

Decidi mudar…aos poucos…ou o trabalho seria, daqui a pouco, a única coisa que me restaria (pelo menos até a empresa decidir que não sou mais necessária por lá).

Não se trata de diminuir a dedicação, o profissionalismo ou comprometimento. É só uma questão de definir limites muito claros para criar um balanço na vida!

Torçam por mim!!!

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Almofadas Novas, com cara de antiguinhas…

Sei que não apareço aqui faz um tempão, mas a vida anda meio doida e tem tanta coisa acontecendo e prá acontecer que eu fico meio perdidinha.

Enfim, vamos ao que interessa. Estou de férias! Eu já havia me esquecido o quanto isso era bom!  Entre outras coisinhas, tenho me dedicado a coisas bem “mulherzinhas” do tipo arrumar a casa, costurar umas coisinhas bobas e garimpar outras coisinhas prá decoração do lar.

Numa dessas andanças, encontrei essas belezinhas ai embaixo. Na Riachuelo, o preço (R$ 29,90) não foi lá dos mais camaradas, mas eu as achei tão lindinhas que decidi fazer essa estripulia e trazer!

Essa primeira tem o desenho de um balcão de um café antiguinho, que eu achei fofo demais.

E a outra tem um desenho da Torre Eifel.

Prá quem curte essas coisinhas meio vintage, meio fofinhas…fica a dica!

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Mulher Maravilha, que nada, eu quero é ser feliz!

Quando eu era pequenininha havia o desenho dos Super Amigos (“Enquanto isso na sala de Justiça…”), quem tem lá pouco mais de 20 e poucos vai lembrar. Naquela época eu era doida prá ser a Mulher Maravilha – cara, ela tinha um avião transparente (coisa que fazia todo o sentido naquela época).

Bem, vamos colocar assim…o tempo passa, o tal avião transparente e as roupitchas da Mulher Maravilha  (bem breguinhas, diga-se de passagem) já estão bem longe do ideal “o que eu quero ser quando crescer” para a maioria das mulheres.

Mas, veja só que ironia. No fundo,  muitas de nós continua buscando a tal “Mulher Maravilha” – aquela que consegue ser a super profissional durante sei lá, 10 horas do dia, chega em casa e é a dona de casa perfeita, a mãe perfeita, a filha perfeita, a esposa perfeita… Ufa!

(imagem que encontrei na rede, se você for o dono, me desculpe…não consegui achar os créditos para colocar aqui…entre em contato que eu creditarei a imagem o mais rápido possível)

A busca por tanta perfeição leva, na maioria das vezes a uma super e perfeita frustração. Por mais que você tente, não há como deixar de ser humana e atingir a perfeição suposta dos Super Heróis.

E, por que a gente se cobra tanto? Coisas desses tempos modernos, da emancipação feminina, dos soutiens que queimaram nossas avós e tias, e da cobrança que vem doida de todos os lados para que você seja uma super tudo!

A maioria acha que uma mulher bem sucedida em sua carreira, porém sem família ou filhos seja 100% realizada…assim como a mesma maioria acha que não faz sentido nenhum a mulher ficar em casa SÓ cuidando de sua família. Ficou instituída a dupla jornada (quando não tripla) feminina como default.

Será?

Na boa, acho que o importante, independente ai de ser mulher ou homem é se realizar como pessoa. E ai, cada um tem um horizonte colorido de forma diferente. Há quem vá se realizar sendo um tremendo profissional, daqueles bem workaholics e viajados…há quem vai ser feliz preparando a jantinha prá família…e há, na maioria dos casos, aqueles que terão que achar o famoso “balanço” entre os dois papéis.

O importante é que a gente aprenda a não generalizar e colocar tudo no mesmo balaio…é achar, em você, dentro das suas possibilidades, aquilo que vai fazer com que você chegue no final de cada dia se sentindo um pouco “Mulher Maravilha” e, principalmente, feliz!

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Batom vermelho -ousadia clássica

O inverno vem chegando e tudo leva a crer que a cor do batom vai ser o vermelho. Depois de anos de hegemonia de glosses, nudes e rosinhas palicos, agora do mais aberto ao mais fechado, a estação pede bocao marcado, phino e sexy.
Nao há nada mais classudo que uma mulher que acerta no batom vermelho. Acessório que da um up em qualquer visual rapidinho.

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As famosas aí mostram como o vermelho funciona em varias mulheres, basta escolher o tom certinho.
Eu confesso que na busca pelo vermelho perfeito já comprai vários…do tomate a tons que puxam para o vinho. Tem uns que eu curto e ate arrisco usar, mas ainda acho meio estranho.
O tal batom vermelho chama muita atenção, como diz um conheci,”chega chegando”.
Vi outro dia uma pesquisa inglesa que dizia que os homens passam 75% do tempo olhando lábios de cor vermelha. Já quando o batom e rosa o tempo cai para 67%, e quando nao há batom algum o tempo que eles passam olhando os lábios e de somente 22%.
Batom vermelho me remete aos anos 20, mas também traz de volta ícones femininos como Marilyn Monroe, Rita Hayworth, Jessica Rabbit (rs…why not?). Ou seja, batom vermelho foi, e, e sempre será sinônimo de sedução feminina.

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Androgenia na moda

Volta e meia há uma tendência de moda que incorpora elementos masculinos ao guarda roupa feminino. Essa tendência pode ser retratada com exemplos mais recentes como as calcas boyfriend e os amados oxfords.

Confesso que andei vendo alguns editoriais por aí que reforçam ainda mais a idéia de que mais do que pecas soltas, a moda agora remete a uma certa androgenia.

Acho a tendência por demais estilosa e vendo algumas das fotos de tais editoriais nao teve como nao lembrar de um dos caras que mais admiro na musica: David Bowie.

O cara lá atras já trazia essa pegada androgena…e o mais engracado, ao invés de repudio, tudo isso ajudava a aumentar a aura sexy que sempre acompanhou o artista.

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Essa foto e da fase do Bowie que eu mais curto, pelo menos visualmente falando…este e o personagem criado por ele, chamado Thin White Duke. Chiquerrimo e super sexy.

Acho que essa coisa da androgenia na moda e bem bacana, mas para trazer a tendência dos editoriais para a vida real e preciso muito cuidado, para nao cair no caricato…

Enfim, essa pegada mais masculina no guarda roupa feminino tem muito a ver com o inverno que se aproxima, e, se bem utilizada, tem tudo para tornar o seu visual muito glamouroso com pecas chaves de alfaiataria, sapatos oxfords e cores sóbrias…

Talvez para alguma leitora mais jovem Bowie seja território inexplorado…garota, vai por mim. Vale muito a pena procurar material do cara por aí! Você vai ver que muita coisa que você vê por aí hoje foi inspirada em coisas que ele já fazia lá atras, nos anos 70 e nos saudosos anos 80. Pra começar, procure por Space Oddity (um marco!), Starman (massacrada nos anos 80 por uma versão brasuca chamada Astronauta de mármore) e China girl (um bom começo por se uma das mais pops e acessíveis)

Ah, e antes que eu me esqueça, Feliz Páscoa!

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I wanna rock n’ roll all night

Eu sempre gostei de heavy metal, numa época em que o mais normal era curtir E o Tchan. Não nego minhas raízes nerds de quem já jogou RPG, curte ler Marvel, etc etc. Mas,  o tempo passou e de repente, o guarda roupa precisou ficar menos rock n’ roll e mais clássico.

Outro dia, andando pela Renner, vi uma peça de roupa que trazia um pouquinho de cada coisas dessas, tinha uma pegadinha rock n’ roll, uma quê nerd, mas também trazia em si algo de clássico.

Era esse cardigã de caveirinhas…

Apesar de eu ter achado o preço meio salgadinho para uma peça de fast fashion (acho que foi R$ 79,90), não resisti e trouxe a peça para casa.

Foi amor a primeira vista…e eu fiquei feliz quando fez um friozinho mais ou menos outro dia e eu pude estrear a peça.

Gosto desses cardigas mais compridinhos. O cinza desse ai é bem clássico, mas a bricadeira com as caveirinhas deixa a peça, que tinha tudo para ser sisuda e classicona, divertida e inusitada.

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Porque o friozinho está chegando!

 

A estação do ano que eu mais gosto é o outono. Gosto do friozinho, do solzinho do final da tarde. Da possibilidade de usar meia calça fio 80. De tomar caldinho a noite (foi o que acabei de fazer, diga-se de passagem).

Para uma saidinha rápida hoje a noite, eu decidi escolher o mais tradicional jogo de cores – preto e branco. Meio óbvio, quem me conhece sabe que é a minha escolha em grande parte dos dias, mas não achei o look monótono. O que vocês acham?

Vestido velhinho, nem lembro onde comprei

Camiseta Hanes branca (é, eu sou viciada nessas camisetas e tenho várias, principalmente brancas no armário)

Meia calça do inverno passado

Melissa AH Joy

Não deu para ver na foto, mas eu também aproveitei para estrear um anel lindinho que comprei uns dias atrás na C&A…

Achei as asinhas fofas e bem diferentes…é claro que é meio complicado de usar, principalmente para alguém desajeitada como eu, mas, achei tão legal que não resisti e comprei…

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